GESTÃO DE CLÁUDIA
COSTIN RECEBEU CRÍTICAS POR NOMEAÇÕES
Da Reportagem local da Folha
Uma das críticas à gestão
de Cláudia Costin na Secretaria da Cultura refere-se à indicação
de pessoas sem intimidade com o mundo da cultura e das artes.
O caso mais mencionado é o da substituição
do museólogo Fábio Magalhães, na presidência
do Memorial da América Latina, por José Henrique
Reis Lobo, uma liderança política regional, membro
da executiva estadual do PSDB e indicado pelo governador Geraldo
Alckmin, de quem é amigo. "O Lobo é uma pessoa
que trouxe bastante dinamismo cultural para o Memorial",
alegou Costin. "Ele é um militante da área
da cultura, amigo de inúmeros artistas plásticos",
disse a secretária.
Ao ser questionada sobre a atividade em que Lobo é mais conhecido -
a dos esportes - a secretária argumentou que ele é conhecido "no
campo do entretenimento em geral e também no cultural". "É uma
presença constante em todas as galerias. O fato de ser amigo do governador é uma
circunstância", disse.
Costin comentou a indicação de Cláudio Gaiarsa, ex-executivo
da Sabesp para diretor-executivo da Orquestra Sinfônica de São
Paulo. "Ele fazia a captação de recursos para a Sabesp.
Quando eu vi que a Osesp tinha problemas de recursos, eu calculei que uma pessoa
que entende tão profundamente de música - ele tem um irmão
que é maestro e também toca instrumento - e entende tanto de
captação de recursos só poderia agregar valor para a Osesp,
que consome 20% do orçamento da secretaria". "Tem que ser
alguém com o pé no chão e que entenda de captação
de recursos", disse Costin.
A chefe de gabinete Maria Luiza Granado veio da Febem, tendo trazido para a
secretaria o advogado Edson Ferraz, também da Febem. "Não
existe a carreira na Cultura. Cada um vem de uma organização.
Não temos funcionário que seja da Cultura. Na secretaria da
Saúde, por exemplo, havia uma carreira. Na Cultura, não existe.
Todo mundo vem de outra autarquia", disse Costin. (FV E JAB)
REPORTAGEM NÃO CONSEGUE
FALAR COM MARIA LUIZA GRANADO
Da Reportagem local da Folha
A Folha tentou falar com Maria Luiza Granado em seu gabinete e em seu celular.
Auxiliares de Granado informaram que ela estava ocupada e não poderia
atender. A assessoria de imprensa da secretaria, por sua vez, informou que
ela havia sido exonerada. A exoneração, no entanto, não
está no Diário Oficial de ontem. Em todas as ligações,
a Folha formalizou os pedidos de entrevista. Mas, até o fechamento
desta edição, ela não havia respondido. A direção
da TV Cultura não respondeu às perguntas enviadas, por e-mail,
pela reportagem. Disse apenas que já havia tomado as medidas necessárias.
O Palácio dos Bandeirantes informou que o governador não comentaria
o caso.
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